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Conhecimento de mulheres com diagnóstico de sífilis e suas escolhas terapêuticas
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Resumen
Introdução: Habitualmente cuidamos de mulheres que tiveram histórias de sífilis em várias gestações, com desfecho da sífilis congênita, o que nos faz refletir que as escolhas terapêuticas interferem na cura. Objetivo: Discutir o conhecimento de mulheres com diagnóstico de sífilis e suas escolhas terapêuticas. Materiais e Métodos: Pesquisa descritiva, qualitativa baseada no método da etnoenfermagem. O cenário do estudo foi o Programa Municipal de DST/HIV, Centro de Testagem e Aconselhamento do município de Macaé – Estado do Rio de Janeiro, Brasil realizado no período de março de 2016 a fevereiro de 2017. As participantes foram 20 mulheres com diagnóstico de sífilis. Para obtenção dos dados foi utilizada entrevista semiestruturada e realizada Análise dos Dados da Etnoenfermagem. Resultados: A média de idade foi de 24,3 anos. Com relação ao diagnóstico de sífilis, 45% não estavam grávidas, 30% identificaram durante o pré-natal e 25% após o aborto ou no puerpério. As participantes não reconhecem a sífilis como doença, por não visualizarem sinais e nem observarem sintomas visíveis no corpo Quanto as escolhas terapêuticas às mulheres estão inseridas nos diversos contextos sociais e culturais, recorrendo às diferentes alternativas de cuidado à saúde, as quais são escolhidas de acordo com a capacidade de responder às aflições, a disponibilidade de recursos e do seu estado psicobiossocial. Conclusões: A descoberta da sífilis gera conflitos de ordem física e principalmente social e psicológica, que inicia desde a sua descoberta, além da decisão de tratamento até a revelação do diagnóstico aos seus familiares e parceiro sexual.
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