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Introdução: A população idosa está aumentando no município de São Paulo, principalmente entre os maiores de 80 anos. As peculiaridades orgânicas do envelhecimento e as doenças crônicas influenciam no estado nutricional, com aumento do baixo peso e obesidade. Objetivo: Apresentar estimativas de prevalência do estado nutricional de idosos, segundo variáveis sociodemográficas e sua relação com hipertensão e diabetes, a partir do Inquérito de Saúde de base populacional - ISA Capital 2015. Métodos: Foram entrevistados 1.019 idosos (60 anos e +), selecionados a partir de amostra complexa. Calculado Índice de Massa Corporal (IMC) (Kg/m2), considerando peso e altura autorreferidos. Utilizada classificação da OPAS, 2001: Baixo peso (IMC ≤ 23), Peso adequado (IMC > 23 e < 28), Sobrepeso (IMC ≥ 28 e < 30) e Obesidade (IMC ≥ 30). Consideradas diferenças significativas, quando não houve sobreposição dos intervalos de confiança (95%). Resultados: Prevalência de idosos com baixo peso (20,0%) e obesidade (21,2%). Não houve diferença segundo sexo, escolaridade, raça/cor, situação conjugal e renda. Prevalência maior de baixo peso entre os de 80 anos e mais x 60 a 69 anos (31,1% x 17,2%) e entre os idosos obesos esta situação se inverte, com maior prevalência entre idosos com 60 a 69 anos (25,1% x 13,0%). Prevalência maior de hipertensão (68,5% x 48,9%) e diabetes (33,3% x 12,8%) naqueles com obesidade x baixo peso, independente do sexo. Conclusões: Há necessidade de estabelecer práticas de monitoramento do estado nutricional e direcionar intervenções na área de assistência à saúde, prevenção e controle do baixo peso e do excesso de peso em idosos e comorbidades associadas.
Palabras clave:
1. Inquérito de Saúde 2. Estado Nutricional 3. Baixo Peso 4. Obesidade 5. Atenção à Saúde do Idoso